

29 anos e 04 meses...
Eu estou meio aborrecida por estar com 29 anos...
Sério!
As pessoas pegam no meu pé! Dizem que eu exagero, que não estou ficando velha!
Okay! Eu até concordo que nem estou tão idosa assim... XD
Não é isso de verdade que me chateia...
É essa concepção que as pessoas (entenda-se a sociedade) têm do que seja ter 30 anos.
Outro dia ouvi de uma coleguinha de faculdade que uma pessoa de quase 30 anos é uma pessoa de meia-idade! ¬¬’
Eu quase pulei no pescoço da menina – 19 aninhos.
Meia-idade?? Ah! Ta! Ela marcou minha morte para os 60 sem negociação!
E o que dá essa idéia a ela?
Ora! Muito simples!
Espera-se que aos 30 uma pessoa tenha uma profissão definida e estabelecida, esteja casada, com filhos e bem ou mal, com tudo isso aí que eu disse, espera-se que uma pessoa com 30 anos esteja ‘meio morta’!
Fora de brincadeira!
Ficam me dizendo o que eu posso ou não posso mais fazer... Afinal eu tenho quase 30 anos!
Ficam me chamando a atenção para aquilo que eu devo ou não fazer, pensar, vestir, usar...
Ah! Qual é? Vão cuidar dos próprios rabos! (com todo o respeito...)
Afinal de contas: de quem é a droga da vida?
Não! Eu não tenho uma profissão estabelecida!
Trabalho feito peão pra pagar as contas e ainda estou começando a faculdade. Muita coisa me levou a isso, mas não me acho menos madura, nem menos capaz por causa disso.
Não! Eu não me casei! (que bom!)
Não tenho namorado por que eu não quero! Será que isso não está bem claro?
Não sou lésbica! Nem mal amada! Nem rejeitada!
Se liguem!
Será que é tão anormal uma mulher sentir-se perfeitamente bem sem um “macho” do lado?
Pois eu me sinto! Posso?
Além disso, eu tenho muito mais com o que me preocupar do que caçar uma namorado-noivo-marido! ¬¬
Não! Eu não tive filhos!
E ainda me criticam por isso? O.o
Okay! Seres humanos não fazem o menor sentido mesmo...
E para a nossa adorável sociedade eu devo ser alguém com sérios problemas de maturidade e desenvolvimento mental!
Novidade! Não sou!
Sou uma pessoa razoavelmente estável... Não sou normal, mas afinal quem é?
Tenho sentimentos, desejos e sonhos...
Agora, eu não estar exatamente de acordo com os sentimentos, desejos e sonhos da maioria das pessoas com quase trinta faz de mim uma retardada?
Desculpem, mas eu acho que não!
Eu gosto de ser desse jeito! Mesmo se eu tivesse quarenta e fosse uma tia velha assanhada! (alias, acho tias velhas assanhadas o máximo XD)
E sinto muito pelos caretas, casmurros e outros, mas eu daqui dos meus quase trinta vou continuar rindo, brincando, pintando as unhas de lilás, tatuando coisas na pele, furando piercings e brincos novos; e acima de tudo: sendo estupidamente feliz!

Sabem, diferente da maioria das pessoas, eu não me recuso a ver meus erros e a reconhecer minhas faltas... Por isso mesmo é que decidi parar um pouco!
E quando eu digo que estou “fechando pra balanço”, é exatamente isso que vou fazer.
Quero me afastar de tudo, ao mesmo afastar meus pensamentos, e avaliar, ponderar, pesar e refletir sobre o quanto vale a pena!
E isso vale pra tudo!
O quanto vale a pena o meu orgulho?
O quanto vale a pena investir em algumas amizades?
O quanto vale a pena me importar?
Eu tenho vivido e visto muitas coisas e – tão perto dos meus 30 anos – chegou a hora de eu repensar as minhas atitudes.
Eu simplesmente cansei de ser expectadora de uma porção de situações. Cansei de assistir a repetição de tantas e tantas coisas que somente tem me feito sofrer...
A minha árvore está crescendo – talvez mais depressa do que eu estivesse preparada para enfrentar – e está em tempo de poda. Hora de derrubar os galhos apodrecidos, as ervas daninhas que têm sugado a minha energia, tirar as flores mortas e deixar vir os novos brotos.
É hora de puxar as gavetas e revirar seu conteúdo. O que é que vale mesmo a pena guardar? Pelo que ainda vale a pena lutar? Por quem ainda vale a pena lutar e se importar?
Fotografias amareladas vão para o lixo! Cartas de amor do passado? Fora! Contas? Velhas dívidas? Tudo para o lixo!
A bagagem começa a pesar e nem tudo que estou carregando é assim tão indispensável...
Por quem eu carrego tanta culpa?
Por que é que ainda preciso de aprovação?
Aprovação? Que aprovação?
Acho que cheguei até aqui sem a permissão ou aprovação de ninguém... Será que ainda preciso me sentir culpada pelas faltas alheias?
Está na hora de refazer as fronteiras e deixar de fora algumas coisas, alguns sentimentos e – talvez- algumas pessoas! Hora de recuperar o amor próprio e o respeito próprio que foram perdidos no trajeto...
Ao meu redor os meus apoiadores exultam de alegria vendo-me fazer aquilo que esperam há muito tempo... Outros, no entanto, sequer percebem que eu cresci... Não percebem sequer que eles mesmos cresceram.
Não vou me render à comodidade de quem tem medo de mudar, de quem tem medo de viver...
Medo de quê?
Morrer na mesmice de cada dia, sem ter provado a delicia de uma vida sem receios? Afogar-me num sem fim de lamentações apenas por não ter coragem de levantar e gritar?
Eu sou uma rebelde! A comodidade não faz parte da minha natureza!
Eu sou inquieta, agitada, travessa, “arteira”, curiosa...
Eu preciso de vida! Eu quero viver!
Não me basta depender de migalhas e favores! Não me basta viver pedindo... Eu não gosto de pedir!
O que aconteceu comigo para que, de repente, eu me visse repetindo as lamentações de sempre?
Deixei-me contaminar pelo acomodamento... Fui tocada pela maldição do “tá bom como está”!
Não! Não! Não!
Não posso me conformar em correr atrás de pessoas que correm atrás de outras pessoas... Solitários carentes que só querem aquilo que não podem ter!
Eu amo! Eu vivo!
Sou apaixonada! Intensa!
Eu grito! Eu rodopio no ar! Eu revoluciono!
Ninguém me diz o que eu posso ou não fazer! Sou eu quem traça meus limites!
Ninguém coloca cabresto nos meus amores e quereres! Eu sou livre para amar e querer o que eu bem entender, como e quando eu bem entender!
Hora de ligar os motores e acender o incinerador...
Quem não for capaz de suportar a metamorfose de uma borboleta que rompe seu casulo – minhas amarras – por favor, saia do caminho!
Minha piedade, meus ressentimentos e parte da minha “bondade” foram as primeiras coisas lançadas na balança... E sabem de uma coisa? Não valem quase nada...
Hora de fazer o balanço geral... Sacudir tudo...
Algumas coisas vão cair...
O que for verdadeiro vai permanecer!

Às vezes eu realmente penso que essa coisa toda sobre ser diferente e ser tratado de uma forma diferente seja apenas coisa da minha imaginação... Mas é só às vezes...
Geralmente, quando isso acontece, eu, imediatamente, percebo as pessoas orbitando em torno de mim, vejo os amigos agindo indiferentes a minha presença e percebo que eu realmente estou do lado de fora!
É nessas horas que eu me pergunto até onde eu realmente me importo... Eu realmente me importo? E realmente tenho a necessidade de estar inserida na rotina de alguém? Eu realmente quero ser esperada e acompanhada? Eu realmente espero ser convidada?
Embora a resposta para a maior parte destas perguntas seja ‘não’, às vezes, eu tenho a sensação de que isso, de algum modo, não está muito certo. Bem, eu realmente treinei em mim mesma uma capacidade de isolamento que vai um pouco além do normal e no fim, talvez as pessoas apenas reajam a isso... Ou não?
A minha confusão reside em um ponto apenas: se eu criei meu mundo, isolado dos demais, independente de suas ações e julgamentos, e se me acostumei a ele – ao ponto de gostar – por que é que estas questões ainda me inquietam?
Talvez a resposta seja bem mais simples e obvia do que pareça: as pessoas!
Sim! As pessoas me inquietam! O ser humano me inquieta e, por conseguinte, eu mesma me inquieto comigo!
Complexo?
Bem... Nem tanto!
O primeiro ponto: os seres humanos, em geral, suas ações e reações, suas atitudes, a lógica dos seus atos e sentimentos, me inquietam, assombram e confundem.
O segundo ponto: eu sou humana, oras! Por mais que eu relute, brigue e me rebele, sim! Sou humana tal e qual todos esses humanos sobre os quais me debruço tantas e tantas vezes.
O paradoxo: questionando aos humanos, questiono a mim mesma!
Aí está o ponto! Aí está a confusão!
E eu poderia ficar horas analisando este único fato, aparentemente irrelevante, que força tanto peso sobre minhas considerações.
Há algum tempo deixei de me importar de verdade com o fato de ter ou não razão, estar ou não certa... Não me importo! Mas me importa entender, de algum modo, tais mecanismos...
Fico me questionando – e isso o tempo inteiro – como e por que eu me tornei quem eu me tornei.
Sobre isso aqui vou abrir um parênteses...
(Volta e meia alguém me pergunta: por que você diz que é estranha? Ou por que você se acha esquisita? Ou ainda em forma de afirmação: Não acho você estranha! Minha resposta, geralmente irônica, costuma ser que tanto me disseram que eu o era, que me habituei ao rotulo... Mas não é toda a verdade! É mais um sentimento... Sou diferente por que sinto diferente e me sinto diferente! E isto é um fato!)
Fechamos os parênteses...
Mas enfim, o que me tornei?
Olhando assim, de uma forma ampla, tornei-me uma estranha no meio dos meus, uma paria na minha sociedade – e também passei a agir como tal.
E por que me tornei isso? Não sei!
Mesmo que eu faça uma enorme lista dos prováveis motivos e dos prováveis acontecimentos que causaram impacto no que eu sou hoje, sempre parece faltar alguma coisa...
Fica a nítida sensação de que o motivo sempre esteve comigo... Mas não posso ter certeza de nada! Quando comecei a pensar eu já era crescida e já era diferente!
Então, a questão que vai e volta como um ioiô cansado é essa: eu sou sozinha por que assim eu quis ou tornei-me sozinha por ser diferente?
E a pergunta entra em um retorno e volta: eu sou diferente por que me isolei ou acabei isolada por ser diferente?
E seus retornos não terminam...
No fim, acabo me sentindo como se a vida se desenrolasse em uma gigantesca caixa transparente, como se a sociedade se criasse e desenvolvesse por detrás desta parede translúcida, bem diante de mim, enquanto eu assisto e observo a parte, do lado de fora...

Já disse que eu amo animes, mangas e afins?
Nana é um anime! Um anime que eu amo! Conta a história de duas meninas com o mesmo nome – Nana Komatsu e Nana Osaki – que se encontram ao acaso no trem para Tóquio e a partir de então terão suas vidas ligadas como jamais imaginariam.
Bem, esse anime é muito especial para mim e de muitas formas diferentes.
O primeiro motivo que o faz tão especial é o seu nome. Nana é um dos meus apelidos, um dos que eu mais gosto, para ser sincera. Nana em japonês também é o número sete... Meu número preferido, o mês do meu aniversário, o número de letras do meu nome, meu número de sorte! E já vai uma porção de motivos aí né?
Além dessas coisas, o anime surgiu na minha vida num momento especial... Falando de uma amizade bonita, forte e cheia de conflitos, entre duas meninas diferentes e que se vêem simplesmente apaixonadas uma pela outra – e eu não estou dizendo no sentido romântico... Abram essas mentes, o amor é universal e muito variado! – o que me levou a identificar na história, a minha própria história. Eu tinha acabado de me apaixonar por uma amiga muito diferente de mim também...
Não bastasse isso, ela assistiu ao anime – sob minha insistente recomendação, claro! – e, surpreendentemente, mesmo não tendo esse gosto como eu, ela se apaixonou pela história e pelas Nanas.
Bom, por causa das Nanas eu conheci a Anna! Anna Tsuchiya!

Nascida em 11 de Março de 1984, é cantora, modelo e atriz. É filha de pai russo-americano e de mãe japonesa. Uma das intérpretes das músicas do anime... E me apaixonei por ela! Pela energia e pela alegria que ela me transmitia em cada clipe que eu assistia e em cada música que eu ouvia! E não foi só por isso, quando mais eu conhecia a Anna, mais eu me identificava com ela e mais eu me apaixonava por ela...
As Nanas, a Anna... e eu! Recentemente tatuei uma flor de lótus no meu braço... E não foi a toa, que escolhi essa flor e com um desenho especifico. É uma tatuagem idêntica a que Nana Osaki possui, no mesmo braço inclusive. Chocante? Eu explico!
Nana foi um dos motivos da tatuagem. A mola propulsora, a fonte de inspiração. Mas não foi só o anime. Também não é a toa que há um nome escrito abaixo da flor...


No anime, Nana Osaki (que alias é o tema deste blog XD) tatuou uma flor de lótus no braço por causa do namorado: Ren. Em japonês podemos chamar a flor de lótus de “ren”. Ela mesma explicar isso quando ele pergunta: “É uma flor de lótus?” e ela responde: “Não! Uma flor de ren..” Romântico não é mesmo?
Isso, a história em si, tem grande parcela de culpa da tatuagem... A outra parte vem do nome que está tatuado junto. Ok? Eu já ouvi bastante criticas por causa disso... Mas não me arrependo sabem... Minhas tatuagens e os projetos futuros, dizem muito sobre mim, sobre minha vida, meus amores e minhas convicções também. Se eu decidi tatuar o nome de alguém é por que essa pessoa significa algo na minha vida... Simplesmente! É um lembrete para mim mesma... Por isso escrevi ‘AJ’ no pulso, e por isso escrevi ‘Priscila’ no braço.
A flor de lótus também é a flor sagrada egípcia. E o Egito é a paixão da vida dessa Priscila... Ela também gosta muito da flor na sua versão mais rara: azul! Agora juntem tudo: um anime que me disse muito, uma amiga que eu amo muito... Foi dessa mistura de fatos e sentimentos que nasceu o projeto da lótus...
Nana se tornou uma parte importante na minha vida, mesmo que muitos considerem que eu estou meio fora da idade de assistir animes, mesmo que alguns achem bobo... Nana tem uma história muito realista, focada em sentimentos e acontecimentos que podem surgir na vida de qualquer um... Nana fala de amor, de amizade, ciúmes, traições, orgulho, medo... Vida!
Eu recomendo! De verdade! Se você gosta de animes, sendo menino ou menina, deveria assistir Nana! E se você não gosta... Bom... Corre o risco de gostar deste...
As Nanas, a Anna e eu... Tantas coisas pra contar...
Até breve!


Parece inacreditável, mas mais uma vez eu me encontro no centro do vórtice!
Assustador! É tudo o que eu consigo dizer nesse momento!
Mais uma vez, quando eu tinha todos os meus planos traçados, todas as bases lançadas e firmes, eu vejo tudo tremer e girar mais uma vez ao sabor desse furacão estonteante que forma a deliciosa espiral na qual está contida a minha vida!
Estava tudo acertado! Depois do turbilhão, eu estava em pé novamente e tinha tudo reestruturado e de repente, o chão se abriu novamente sob os meus pés... E diante do abismo que eu vislumbro só consigo sentir medo, apreensão, espanto!
A incerteza me arrasa mais uma vez, a instabilidade de um futuro que até ontem era certo e concreto e que hoje não passa de um sonho que está sepultado no passado. Sobre a causa da tempestade, sequer consigo pensar claramente sobre isso. Só consigo sentir o vento forte fazendo tudo girar em meu redor e o desespero crescente de tentar apanhar aquilo que for possível e estreitar fortemente junto do peito para que não seja arrastado para o fundo desse novo buraco negro.
Ah! Deus! Como eu sinto falta da minha infância! Quando tudo era seguro e certo. Pai e mãe e tudo estava certo e bom! Ah! Por que é que a minha vida tem que ser essa correnteza enlouquecida que não se decide para onde quer correr? Por que é que eu tenho que viver nessa louca rotação que se inverte e muda de direção a todo o momento?
È cansativo, desgastante e até mesmo desesperador ver tudo desmoronar diante dos meus olhos... Ver toda a construção que eu ergui a custo ruir mais uma vez e saber que, mais uma vez, eu serei obrigada a começar do zero... A remodelar todos os planos, refazer todos os projetos, reerguer tudo outra vez...
O pavor vem da incerteza e da inconsistência... Por quanto tempo dessa vez?
Eu só espero que tudo se faça como Deus quiser! E que ele torne essa tempestade menos violenta...

Eu poderia dizer tanta coisa aqui hoje... Aconteceram tantas coisas essa semana... Mas hoje, quando eu percebi um dia inteiro só pra mim, descobri que nem tudo está tão bem arranjado como eu gostaria.
Sabem, eu não sou do tipo de pessoa que fica mentindo para si mesma sobre o seu estado de espírito. Eu estou melancólica, distante, reflexiva, ausente... Minha cabeça não está exatamente aqui, neste momento. Detesto esses momentos de questionamento interno e de luta entre razão e emoção. Detesto ter que repensar a realidade... Eu realmente não gosto nada dessa confusão mental que me domina.
Por inúmeras vezes eu me apanho dividida, com medo... Eu não sou tão fingida a ponto de tentar convencer a mim mesma que tudo está bem. Eu não escondo meus sentimentos de mim mesma! É no mínimo, hipocrisia! Eu sinto o que eu sinto, certo ou errado! Emoções confusas que invadem todo o meu pensamento.
Os conselhos que eu recebo, de coração, bem recebidos, convergem todos na mesma direção. Na direção oposta a do meu coração! Tudo bem, por que já sabem que meu coração é do avesso mesmo! Eles têm razão! São pessoas que já viram tantas vezes a minha tristeza que não querem reprise... Gostam de mim esses pobre tolos...
Quanto a mim, não sei o que quero. Reconheço a razão dos meus conselheiros e desconheço a razão do meu coração... Mas reconheço sua emoção! Sinto que de alguma forma eu deveria me sentir melhor... Mas não consigo entender como. Ao mesmo tempo em que sinto essa sensação estranha de deslocamento e não sei direito ao que atribuir.
E eu luto violentamente contra mim mesma. Não posso trair a minha pessoa! Por mais errada que eu esteja em fincar a bandeira do meu orgulho acima de qualquer coisa. Chama-se amor-próprio e eu tenho plena consciência que sem esse nenhum amor pode existir.
Não fosse esse compromisso de honra comigo mesma, mais uma vez, eu certamente teria passado por cima do meu orgulho e feito o que eu sempre fiz... A minha vida inteira. Mas eu não posso! Seria injusto comigo, não concordam? Arriscar o último fio de orgulho que resta por alguma coisa que não parece tão sólida, pelo menos não a primeira olhada...
Não posso ver dentro das almas das pessoas. Só sei o que vejo, o que me contam, o que eu pressinto e suponho. E de acordo com esses sinais, os ares não estão bons para mim. O que de certa forma era esperado, mas ao mesmo tempo... Eu não sei. Vejo indícios que embora digam uma coisa significam outra na verdade. Eu sei e acredito que as pessoas saibam que eu sei ler nas entrelinhas...
Mas tenho receio de algumas coisas... Como o julgamento. Receio que pessoas que não me conhecem lancem julgamento sobre coisas que desconhecem. Podem fazer isso? Quem lhes dá esse direito? Sei que parece estranho, mas eu sei do que eu estou falando... Sei muito bem!
Eu na via oposta fiz papel muito diverso. Já fui defensora árdua de quem não me apreciava de modo algum. Já ajudei, indiretamente, a ajeitar as coisas com gente que eu sei não tinha nenhuma simpatia por mim. Estranhamente, no lado oposto, sinto ares diferentes... Percebo sussurros e coisas que quero muito que sejam apenas sensações. Eu realmente ficaria profundamente aborrecida se viesse a descobrir que pessoas que jamais me conhecerem fazem coro as vozes que me transformam em carrasca e má.
Aceito qualquer pensamento e julgamento daqueles que me conhecem, ou ainda, não me conhecendo completamente tem uma visão ampla da situação. Não aceito de nenhum modo a interferência daqueles que nada tem a ver com isso e que desconhecem por completo todos os aspectos dos acontecimentos.
O que eu sinto no momento? É um sentimento estranho. Não é raiva, embora eu tenha tentado fingir que fosse por algum tempo. É mais parecido com magoa... Embora eu também não impute culpa a ninguém o que desobriga a um pedido de desculpas. Aliás, isso é uma particularidade minha. Eu realmente ponho em prática o ditado que diz que “amar é nunca ter que pedir desculpas”. Quem é meu amigo e ainda não sabia disso, fique sabendo, eu não faço questão de pedidos de desculpas. Achou-os inúteis e no fundo falsos.
Quando eu faço algo que machuca alguém, o máximo que posso fazer é dizer que não tinha a intenção de magoar a pessoa. Dizer: “Eu sinto muito” ou “desculpa” não resolve nada de verdade. Demonstrar arrependimento verdadeiro é diferente de pedir desculpas. Eu prefiro dizer que errei sim e me arrependo. Desculpas não apagam a magoa. Por isso não faço questão delas...
...de repente a linha de raciocínio se perdeu...
E no meio de todos esses sentimentos confusos fui apanhada por um turbilhão de verdade... Guardo por enquanto os ensinamentos e os sentimentos que se modificaram, um dia, quem sabe eu vá falar disso... Mas de uma coisa eu tenho ainda mais certeza hoje:
A verdade vos libertará!

Tem algumas músicas que fazem parte da minha vida simplesmente por que surgiram e me encantaram. É o caso de “Sweet sweet song” !
Talvez seja por causa da Anna... Ela me encanta! Acho que vão entender quando virem o vídeo!
E a música é tão especial que eu resolvi postar no original mesmo... Essa música simplesmente me deixa feliz!
Sweet Sweet Song
Anna Tsuchiya
Baby sugar candy girl
Find your yellow keys
Tautsumareta kuroi veil yume ni wonder land
You're my honey, bunny sweet of love
Ai wa so mystery, my secret paradise
Kobore ochiru amai memories
sweet of dream, sweet of life
Let's get on
Make a wish, smile come in to your lip
Make your wish, as sweet as your love
Take you to atarashii doa wo akete
Make a wish, akiramezu
Make your wish kanau hi made
I'll wait till your dream come true
Samishige na your smile find your lucky charm
Namida-iro no sora ni ukabu Juice clouds
Funny itty-butty a wishing spider
Koi wa so fantasy, say a magic words
Miruku-iro no awai my story
Sweet of dream, sweet of life
Let's get on
Make a wish, smile playing on your lips
Make your wish, as sleep as your heart
Take you to so, open your heart
I'll show you the way
Make a wish oikakete
Make your wish todoku hi made
I'll wait till your dream come true
Jibun rashiku kagayaite yukeru
You don't have to be afraid anymore
Make a wish, smile come in to your lip
Make your wish, as sweet as your love
Take you to atarashii doa wo akete
Make a wish, smile playing on your lips
Make your wish, as sleep as your heart
Take you to so, open your heart
I'll show you the way

Eu poderia ser condescendente comigo mesma e dizer que eu sou uma excelente pessoa! Ora bolas! Se não sou! Sou uma boa amiga, embora eu fale poucas e boas – e falo mesmo hehe -, dou a mão a qualquer momento, estou lá sempre que precisam de mim, tenho sempre ouvidos e tempo para ouvir, sempre um ombro pra oferecer, sempre uma palavra para confortar e para dar força... Eu amo com todas as minhas forças e tento, por força de tudo, como uma mãe babona, proteger e cuidar dos meus amigos...
Ah! Está certo! É muito feio ficar falando bem de si mesmo! Aliás, muito fácil isso também!
Tudo bem! Então eu podia me fazer de boba e usar o que algumas pessoas pensam e falam de mim... Que eu sou uma pessoa muito especial, que tenho um coração enorme, que sou boba e carente, que de má só tenho a cara, que sou uma pessoa meiga (sei que é exagero, mas juro que já me disseram isso! O.o), que sou mimosa, que penso em todos e por último em mim...
Isso tá bom demais não é? Eu sei! Mas tem gente que realmente me enxerga assim... Estranhamente...
Ok! Vamos parar com a palhaçada! Quem sou eu afinal? Quem é Luh Moon?
Quando estão com raiva de mim, as pessoas mudam radicalmente de opinião, hehehe. Ou apenas manifestam suas verdadeiras impressões sobre mim! O que eu acho muito justo e na maior parte das vezes eu até concordo com elas!
Deixem-me pensar um pouco... Ah! Eu sou louca, óbvio! Sou egoísta, teimosa (e sou mesmo, nem me dou ao trabalho de negar isso! XD), acho que tenho razão sempre, quero controlar as pessoas, acho que sei de tudo (não é a toa que mammy me chama de “Zezinho sabe-tudo”
), sou dramática (e eu já não assumi isso antes?), etc, etc, etc.
Aha! Agora a coisa está ficando mais realista hein? Mas também dizem que eu sou infantil, boba demais, carente demais, que me apego demais às pessoas, que sou exagerada... Enfim, seria uma lista realmente interminável!
Sem brincadeira! Eu vim aqui pra falar de uma coisinha bem específica minha e que causa tempestades violentas na minha vidinha tão pacata...
Eu sou do contra!
Juro pessoas! Eu sou avessa e isso é uma coisa tão minha, tão particular e tão intrínseca da minha personalidade que eu simplesmente não posso evitar! Se eu pudesse, quanta dor de cabeça eu não teria evitado nesses longos 29 aninhos de vida?
Tudo bem! Eu assumo que realmente gosto de chocar as pessoas, mas isso nada tem a ver com o fato de o meu pensamento estar sempre na direção contrária a da maioria das pessoas. E eu poderia enumerar uma sem conta de coisas para exemplificar, mas não caberia no limite de caracteres do blog.
Eu realmente só queria dizer que não faço isso de propósito! O.o
Eu não saio por aí contrariando o mundo por prazer! Eu seria masoquista se fizesse isso! É perfeitamente compreensível que as pessoas não entendam muitas das coisas que eu falo e penso... Muitas vezes não são nem de longe o pensamento corrente e aceito pela maioria. Mas eu não tenho culpa! Não mesmo!
Eu seria uma farsa ainda maior do que já sou se tentasse ser igual a todo mundo! – algumas pessoas vão entender direitinho o que eu digo quando chamo a mim mesma de farsa, por que já me ouviram falar sobre isso uma porção de vezes, mas não pensem que não sou honesta, é outro tipo de farsa... lembram do monstro embaixo da cama? Por aí... - Pois bem, é isso! Eu não sou igual a todo mundo! E, por mal dos meus pecados, eu não penso igual a todo mundo também!
Antes mesmo de ouvir a opinião da maioria eu já saio propagando pensamentos malucos, tortos e sem sentido aos ouvidos de muitos... Tenho culpa de ter nascido assim, torta?
Eu me divirto com as polêmicas que eu causo por motivo do que eu penso ou do que eu falo... Não é minha intenção! Nem criar polêmica, nem ofender! Longe de mim! Eu tenho essa mania besta de falar pelos cotovelos mesmo...hehehe. E quando eu vejo, puft, já saiu! Não se recolhem palavras...
E como eu disse antes, sou uma pessoa extremamente passional! Droga! O que dizer a respeito? Noventa por cento do que eu digo, escrevo e penso é regido e monitorado pelo meu coração! Sei que ele não pensa... Mas pensam que eu ligo? Eu sou toda sentimento! Burra que só eu! ¬¬
Eu penso com o coração, falo com o coração, ajo com o coração... Que posso fazer?
Agora juntem tudo... Que bela maçada hein? Um coração do avesso!
Ta aí... Uma bela definição de mim mesma:
Sou um coração do avesso!
Que tal?
Abraços!

Eu estou realmente surpresa sabem!
Estava conversando com uma amiga, via MSN, e falávamos sobre minhas tatuagens... Uma coisa leva a outra e ela me comentou que alguém leu o meu blog e se sentiu ofendida.
Bom, se a mesma pessoa mantiver o hábito, saberá que eu só escrevo o que sinto e sou sempre muito sincera comigo mesma. Sejam quais forem os sentimentos. Eles podem mudar, e mudam o tempo todo... Afinal não sou feita de pedra, não é? Mas pensando sobre o assunto, fiquei me perguntando o que foi que escrevi de tão ofensivo?
Bom, para quem ainda não sabe, esse blog foi criado para que eu manifestasse o que anda pela minha cabeça. E foi o que fiz...
Sabem o que acho realmente curioso? As pessoas se sentirem ofendidas com qualquer coisa e não darem a mínima quando ofendem os outros. Tenho vontade de gritar: hei! Você me ofendeu muito! Hei! Você me magoou um bocado! Hei! Eu estava sofrendo!Hei! Eu também estava com problemas...
Mas sabem que deixei o drama de lado faz algum tempo. Eu sempre achei justo agirmos com as pessoas como agem conosco, mas sempre que eu faço isso sou atacada e invariavelmente me torno a vilã da história. Querem, por favor, se decidir!
Eu cheguei a pensar uma segunda vez minhas atitudes, mas acabei chegando a mesma conclusão. Eu fui até o eu limite em todos os sentidos! Agüentei coisas que eu não agüentaria no meu estado normal, mas eu não estava no meu estado normal... Vocês já amaram? Amaram muito? Se sim, sabem como é que o coração toma a frente das decisões e não permite que a razão se manifeste.
Quase brigo com uma pessoa muito especial para mim por me importar com isso... Ninguém admite que eu ainda me importe... Todos têm a certeza de que eu tomei a decisão mais acertada e até tarde demais... E eu? Tenho certeza? Não... Mas eu não volto atrás em uma decisão tomada... É o que resta do meu orgulho, ou como disse alguém para mim: ainda tenho um pingo de dignidade. Pediram que eu fosse embora e eu fui...
Não sem antes deixar claro como eram meus pensamentos e ações. Disse e repeti que se eu fosse, iria de vez. A resposta que obtive foi que não havia uma segunda opção. Nada para conversar, nada para ser entendido, só um: não quero você por perto agora! E ponto final! Alguém aí além de mim se sente mal com isso? Alguém realmente consegue compreender isso? Se sim, por favor, me expliquem!
A pessoa em questão não se deu a esse trabalho. Entendem? Conseguem entender o que eu senti? Ok! Sou indesejável num momento complicado... E é claro que eu pensei: isso é mesmo amor? Eu não sei... Realmente não sei.
Querem saber uma coisa ao meu respeito? Sou passional! Aham! Muito passional! Reajo através das minhas emoções e quando elas estão bagunçadas, já viram o tamanho do meu problema! Por isso prezo pessoas sinceras, eu fico menos confusa quando sei o que está acontecendo. Sempre digo a todo mundo que sou meio lerda... E sou mesmo! Eu não sou nenhum adivinho! As pessoas têm que me contar as coisas para que eu entenda! Do contrário o coração só percebe alguns sinais e passa a fazer suposições.
Voltando ao ponto em que estávamos antes... Eu comecei a me perguntar até onde tudo o que eu acreditava era verdade... Será? Será que eu era tão amada quanto imaginava? Será que realmente era insubstituível? Será que era impossível viver sem mim? Coisas que eu tinha ouvido e com tudo o que estava acontecendo já não sabia se podia acreditar...
Eu errei? Errei em duvidar? Talvez... Mas eu sou humana também, ou não? Eu fico confusa também! Eu tenho dúvidas! E essas dúvidas começam a fazer sentido quando você ouve uma coisa como: se afaste e espere eu pensar em procurar você!
Conseguem sentir o meu choque com essas palavras? Será que alguém aí consegue entender como foi que eu me senti? É claro que eu pensei: Ah! Que droga! Era tudo mentira! Tinha como pensar diferente?
Sabem, eu sempre deixo claro o tipo de pessoa que eu sou. Sentimental, um pouco dramática e teatral, mas sempre sincera e verdadeira. Sim, eu erro! E quando eu percebo isso eu me desculpo! Sim eu faço besteira! E faço o que estiver ao meu alcance para corrigir... Nunca posei de boa menina ou de garota perfeita! Sou difícil, temperamental, nunca escondi isso de ninguém, nem de quem apenas passa aqui e lê esse blog!
Por que essa sou eu! Cada pessoa na minha vida sabe que, às vezes, é preciso brigar comigo pra que eu enxergue alguma coisa! Cada pessoa ao meu redor conhece minhas manias, minhas neuras... Meus medos. Todo mundo sabe que eu tenho tendência a me sentir deixada de lado por pouca coisa... Isso é um resquício da minha carência extrema, da qual, a duras penas, eu tento me livrar. Todos sabem que eu preciso conversar, falar e ouvir... Para compreender, para entender o que se passa e saber como agir. Todo mundo sabe que eu fico perdida no silêncio!
Eu nunca me canso de dizer isso! Dou todos os sinais para que não seja tão difícil conviver comigo. Assim como aprendo a ler os sinais dos outros. Como eu não devo falar palavrões, como não devo fazer demonstrações de ciúmes, como devo controlar meu sarcasmo e minha ironia, como devo moderar o tom da minha voz... Aprendo a moldar o meu comportamento para não agredir as pessoas. Cada qual tem suas manias... E eu procuro respeitar a cada uma delas, afinal tenho as minhas também!
Eu só não consigo imaginar como, com tudo isso, alguém age como se não soubesse de nada disso! Eu entendo que cada qual age com as coisas a sua maneira, aliás, isso me parece lógico! Mas, pelo menos eu, imagino que conhecendo uma pessoa, sabendo dos seus pontos fracos e de suas dificuldades, se procure agir de modo a não agredir e não magoar o outro. Ou não?
Tudo bem! Algumas pessoas podem levar mais tempo para entender. Mas mesmo quando você diz textualmente que agindo daquela forma a pessoa está te machucando, te ferindo, te magoando? Isso não deveria servia para que a pessoa tentasse amenizar a situação? Afinal, ela sabe que está magoando o outro... O outro foi bem explicito!
Quando você diz: você está me magoando agindo assim... E a resposta é: sinto muito por ti! Eu sou assim e não vou, nem quero mudar. O que resta? Acreditar em quê depois de ouvir isso?
Algumas pessoas acham que eu trato de coisas muito pessoais e muito íntimas, nesse blog... E trato mesmo! Isso é um diário intimo! Nada mais, nada menos! Eu venho aqui para refletir, para desabafar, para tentar achar soluções... E é isso que estou tentando fazer. Eu realmente sou a vilã da história? Louca e dramática?
Ainda estou pensando sobre isso...
Aceito sugestões...

Cá estou mais uma vez! Vim contar do monstro embaixo da cama... Mas... Ah! Sei que muitos já o conhecem. Já estão habituados a fugir dele o tempo todo, escondê-lo, esconder-se... Correr e correr.
Geralmente esse monstro, assustador e devorador, atende pelo nosso próprio nome. Parte de nossa natureza, ás vezes a parte mais autêntica ou mais selvagem. Aquela parte de nós que se agita e se acende, de vez em quando, metendo-nos um medo extraordinário. Eu sou assim? Perguntamo-nos assombrados. Sim... E a resposta nos mete ainda mais medo.
Não sei se vocês estão tão familiarizados com seus monstrinhos quanto eu com o meu. Nem sei quantas batalhas travam com ele pelo domínio da situação... Sei que eu mesma luto, dia após dia, para vencê-lo, mantê-lo quieto e longe das outras pessoas...
Lembram-se quando eu falava de máscaras? É quase o mesmo... Viver com um monstro embaixo da cama, com um demônio interno que teima em querer sair nos momentos mais inconvenientes é árduo... É cansativo e exige que se use um belo verniz, na maior parte do tempo...
Nestes casos, a máscara, o verniz – ou quais nomes queiram usar – serve para encobrir a verdade sim, simplesmente por que seria impossível sobreviver com ela... É isso! É como manter um cão feroz a coleira. É o seu cão, não pode mandar sacrificá-lo ou se livrar dele, precisa mantê-lo a guia curta, com uma boa focinheira, uma coleira forte...
Muitas pessoas travam lutas silenciosas e incessantes com seus demônios internos... Algumas delas sucumbem e sem conseguir nada que domine seu monstro particular por muito tempo, apelam para outros artifícios. Vocês devem conhecer inúmeras pessoas assim... Que bebem pra esquecer, se entopem de remédios, afundam no próprio silêncio... Algumas delas fogem para se proteger, outras para proteger os outros...
Há muito tempo eu percebi essa minha natureza irascível, incontrolável, insana (mais que o meu normal) e perigosa. E fui travando pequenas batalhas para dominar suas características mais carregadas... Do que eu fui um dia, hoje eu sou uma sombra. Procurem por aí, alguém que me conheça há mais de dez anos... Vão descobrir o quão insuportável eu já fui, o que eu já fui capaz de dizer e fazer...
Meu pequeno monstrinho costumava ter livre trânsito em minha vida. Fazia o que bem entendia e quando bem queria. Graças a muitos eventos, hoje o tenho parcialmente dominado. Sim! Parcialmente! Não é possível matar quem você é! O que se pode é atenuar o bastante para que se consiga controlar... É realmente como ter um animal feroz como bicho de estimação!
Ou, de forma que melhor se entenda, é como sofrer um mal incurável, porém tratável. É possível controlar, saber em que momento vai acontecer, o que provoca e traz a tona... É possível prever e abrandar os efeitos, mas nunca se vai anulá-lo completamente.
Já diz o ditado: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Todo e os Deuses”
E você? Conhece o monstro embaixo da sua cama?

Eu ando muito inspirada nesses dias... Os pensamentos se avolumando e saindo em formas de palavras, aos borbotões... E mais uma vez, refletindo sobre mim mesma e sobre as pessoas, eu pensei nos espelhos... Sobre o outro no espelho. Entendem o que eu quero dizer? Pois bem...
Uma vez, há muito tempo, alguém me disse, durante uma discussão, que sempre que eu apontava meu dedo para alguém, quatro outros dedos apontavam de volta para mim... Fato! Mais tarde, em uma das muitas sessões de terapia que já fiz em minha vida, ouvi uma coisa muito parecida... Ninguém reconhece aquilo que nunca viu! Outro fato!
Assim, se alguém nunca viu a cor azul e você lhe mostrar uma bola vermelha e perguntar o que é aquilo, certamente a pessoa lhe dirá: é uma bola vermelha! Agora, se uma bola azul for apresentada a mesma pessoa, o máximo que ela poderá dizer é que é uma bola... Pois não conhece aquela cor e não pode dar um nome a ela... Somo iguais com as pessoas, já perceberam?
Um dos motivos pelos quais eu evito apontar meu dedo para os outros é por que sei que quando faço isso estou reconhecendo aquilo de que acuso em mim... São os nossos espelhos! O outro é o nosso espelho! Não dá pra fugir disso!
Se eu chamo alguém de egoísta, frio, manipulador... É por que reconheço nele traços e atitudes que já vi e já experimentei, que eu conheço bem... E que no fundo, eu também possuo. Não adianta espernear! É a mais pura verdade! É impossível reconhecer no outro, para o bem o para o mal, aquilo que você não possui e, portanto, não conhece de fato!
Acontece com coisas como o amor também... Quando uma pessoa nunca foi amada de verdade, nunca recebeu certo tipo de atenção ou de carinho, é natural que o desconheça completamente. Às vezes nos deparamos com tipo assim e os acusamos de serem insensíveis... Às vezes é verdade, mas em outras eles apenas não reconhecem aquele tipo de sentimento. Como um animal selvagem que nunca recebeu carinho e morde a mão que tenta afagá-lo, entendem?
Embora seja uma coisa muito simples, muitos de nós levamos muito tempo para perceber isso, outros se negam a aceitar que o outro espelha apenas a você mesmo. Curioso isso não é?
E nos serve muito saber disso!
Há bastante tempo, quando eu ainda acreditava ser a vitima do mundo, eu achava que todos estavam envolvidos num grande e poderoso complô contra a minha frágil pessoa... Acreditava que ninguém gostava de mim, que cochichavam coisas as minhas costas, que falavam e pensavam mal de mim... Bem, embora em alguns casos seja mesmo verdade, pelo menos a parte de pensarem mal de mim, na maior parte do tempo não passava do meu reflexo nas outras pessoas!
Acreditem! Eu mesma fiquei pasma quando me dei conta que era eu quem tinha problemas com o mundo e não o contrário! Que era eu que me fechava e que transmitia aquela atmosfera densa e escura que eu recebia de volta! As pessoas apenas me devolviam aquilo que eu transmitia para elas! Interessante não?
Nos anos que se seguiram a essa incrível descoberta na minha vida, eu tive a prova de que tudo isso era a mais pura e absoluta verdade! Minha vida e os meus relacionamentos se transformaram enormemente. As pessoas simplesmente gostavam de mim e algumas chegavam ao cumulo de ver coisas em mim que eu mesma nunca tinha percebido! Coisas boas!
Eu não tenho palavras para explicar o quanto minha visão da vida e de mim mesma mudou quando eu entendi essa verdade tão simples. Se eu procurava sempre o pior nas pessoas, o que eu esperava receber como retorno? Inverti a lógica e passei a procurar debaixo do que fosse o melhor em cada pessoa que cruzava o meu caminho... E não é que funcionou?
Eu não me furto de apontar o dedo de vez em quando, exatamente por entender que o que eu vejo é meu defeito também. Sinto como se estivesse pensando minhas próprias atitudes quando eu as vejo em outra pessoa... Na verdade eu faço isso mesmo. Só quando eu vejo nos outros é que consigo enxergar claramente o que eu faço e tenho mais capacidade de me corrigir...
Algumas pessoas não compreendem isso. Só vêem as criticas e não percebem que estão me ajudando a crescer, como também estão tendo a oportunidade de olhar a si mesmos por outra luz...
Adoro as pessoas que são capazes de se virar para você e dizer: “Mas eu sou mesmo muito egoísta!”, com um sorriso. Sabem, assumem e, por conseguinte, imagina-se que trabalham para que aquele traço – seja egoísmo, seja agressividade ou o que for – não prejudique a si mesmo e aos outros.
Alias, é apenas por esse motivo que eu costumo apontar meu dedo, de vez em quando. Quando percebo em alguém um dos meus traços mais danosos. Aqueles que já fizeram um belo estrago na minha vida! Tudo bem! Eu não posso evitar que as pessoas passem pelos sofrimentos que tiverem que passar, mas será que não posso pelo menos erguer umas placas de sinalização no caminho?
De todo modo, entendo perfeitamente que quando eu chamo alguém de qualquer coisa é por que alguma coisa daquilo também me pertence... Então, da próxima vez que for apontar os defeitos de alguém, lembre-se que ele é todo seu também, ok?

Eu estive pensando sobre mim, sobre as pessoas... Sobre os artifícios que os seres humanos usam todos os dias... Para fazer amigos, para serem aceitos, para esconder a verdade... Eu estava pensando a respeito das nossas máscaras.
Sabem, todos nós, no final das contas, usamos máscaras. Todos os dias! Por inúmeros motivos...
Usamos máscaras sociais desde muito cedo. Nossos personagens, nossas pequenas atuações diárias: o bom filho, o bom irmão... Essas pequenas coisas. Com o tempo, vamos agregando novas máscaras, novos papéis... O bom aluno, o bom colega, o bom amigo, o simpático, o popular, o CDF... Ufa! E isso não é nem a metade...
Além desses pequenos subterfúgios, aprendemos bem depressa a criar novas máscaras. Essas, criadas apenas por nós mesmos... Que nos servem para burlar uma realidade desconfortável, para esconder alguma deficiência de caráter, enfim, é uma questão de sobrevivência! De fato, para muitos de nós, é uma questão vital sem a qual se torna impossível seguir vivendo.
Conheci muita gente que estava tão apegado a sua mascara que agia como se ela fosse sua própria face! Aí está o perigo do uso de muitas máscaras, ou do uso prolongado e ininterrupto delas. Ás vezes corremos o risco de achar nossas máscaras mais interessantes, mais atraentes e melhores que nossa verdadeira face.
Estão se perguntando sobre as minhas máscaras, certamente. É claro que eu as tenho! Eu sou a filha mimada, a aluna CDF, a rebelde, a revoltada... Sou e fui tantas coisas... Ainda restam algumas e, quando é necessário, eu, como qualquer ser humano, lanço mão de uma delas para proteger minha própria face. Mas eu não me escuso de ser quem sou...
Sou uma garotinha difícil, teimosa, muitas vezes orgulhosa... Sou mandona... Adoro discutir e brigar, embora acredite que tudo termine junto com a discussão. Tenho minhas neuras, minhas paranóias, meus fantasmas e meus demônios... Mas eu também sou esforçada. Eu realmente tento ser o melhor que eu posso ser... Para os outros, mas nunca pelos outros. Quanto menos eu ferir as pessoas, menos vou ferir a mim mesma. Há algo de egoísta nisso não é mesmo? Deve haver, sou humana afinal!
Mas eu não esqueço que eu sou, por baixo das minhas máscaras. Tanto, que não me revolto e nem salto ao pescoço daquele que me lança ao rosto a verdade! Sou uma partidária da verdade, oras! Seria hipocrisia lutar contra ela! Por isso que quando alguém me chama de egocêntrica, assumo que realmente sou em muitos momentos. Se me chamam de louca, bem... isso eu nem preciso comentar. Se dizem que eu sou metida, eu assumo que costumo ser sim! E eu teria muitas verdades para publicar aqui sobre mim mesma...
Eu sou mimada, filha única, possessiva, bastante egoísta, um tanto egocêntrica, eu sou idealista, bastante sonhadora, sou grossa, agressiva, tenho pouca paciência, sou explosiva, briguenta, eu grito, sou chantagista, chorona, tenho sérias tendências dramáticas, sou depressiva, tenho tendência a me achar a vitima do mundo, eu sou cruel ... etc, etc, etc. Eu me conheço relativamente bem e não me envergonho em absoluto de nada que citei - nem daquilo que não citei!
O que eu vejo de diferente entre mim (e não só em mim, como em outros) e outras pessoas, é que as outras pessoas ,se reconhecem sua verdadeira face, tratam de usar suas máscaras para escondê-la... Usam-nas para fingir serem aquilo que não são, e chegam até mesmo a forjar para si mesmos uma nova identidade... Uma máscara permanente. Ou desconhecem completamente sua verdadeira face e assumem para si uma de suas máscaras por identidade por simples falta da verdadeira ou por medo dela...
O caso aqui não é usar ou não as máscaras... Todos usamos, todos temos... O caso é saber exatamente onde, quando e por quanto tempo! Mais que isso: por quais motivos? Será que todos nós conseguimos nos despir de nossas máscaras sem problemas? Será que conseguimos viver um único dia como nós mesmos? Pergunte-se isso... O que é que estamos realmente tentando ocultar debaixo dessas máscaras? A quem pensamos que estamos enganando?
Infelizmente, aos mascarados que insistem em nunca baixar suas coberturas, só enganam a si próprios. Impossível enganar a todos o tempo todo!
É claro que há outro tipo de artificio , não necessariamente o uso de uma máscara permanente... Usado por pessoas que não são o que aparentam ser... É o meu caso! O caso de quem guarda monstros embaixo da cama...
Mas isso já é outra história!

Eu ia escrever sobre amizades e agradecer aos meus amigos pelo tanto que fizeram e sempre fazem por mim... Mas daí comecei a refletir... E fiquei simplesmente envergonhada... É isso! Envergonhada da minha conduta nos últimos tempos...
Eu não fui boa amiga, eu sequer podia ter sido chamada de amiga... Eu estive ausente, preocupada demais em me dedicar a uma única pessoa numa amizade – não, aquilo era tudo menos uma amizade... -, num sentimento unilateral que só me cegou e me afastou das pessoas que realmente me amavam...
Acabei me dando conta do quanto eu fui tola e imprudente. Arrisquei amizades que sempre me deram muito em troca de uma relação da qual nunca recebi nada... Nem gratidão, nem compreensão... Talvez tenha recebido um pouco de atenção e migalhas de afeto... Mas decobri que o meu maior ganho veio agora, quando finalmente criei coragem e rompi com tudo isso...
Foi só agora, livre das preferências infantis e bajulações ao ego desmedido de outro ser, que eu pude enxergar o quanto eu estava sendo manipulada e enganada. Não culpo aquela pessoa... Ela encontrou um ser humano fraco, de natureza servil e naturalmente carente e se aproveitou disso... O que ela não contava, o que ninguém conta, é que esse ser humano – eu – tem mais de uma personalidade ativa e atuante... E é sim, ao mesmo tempo, o forte e o fraco, o bom e o ruim, a bondade e a crueldade...
Geralmente o que todos vêem e tem de mim é a minha melhor face, o melhor do que eu sou capaz, meu lado mais bondoso e mais suave... Às vezes, depois de muito ferido, esse lado se rende e dá espaço ao seu oposto, que permanece adormecido e quando desperta, o faz cheio de revolta...
Geralmente, quando isso acontece, eu passo dos limites, tomo atitudes extremas, sou mais egoísta que o normal, arrogante, egocêntrica, vingativa, má... Mas é apenas o reflexo de uma natureza muito sensível que foi bombardeada até o limite, sendo defendida e protegida por outra natureza... Uma que nem eu mesma me atrevo a descrever... Mas que pode ser entendida muito facilmente por escura e fria.
Tudo isso, apenas para dizer que depois de me livrar de uma miragem, pude enxergar claramente a minha realidade. Sim! Eu vivia uma ilusão... Nadava em areias desérticas julgando estar em mar aberto. Eu não gosto de julgar as pessoas, não tenho esse costume, até por que não me considero capaz disso... Sou humana como todos... O que eu costumo fazer é observar e registrar aquilo que vejo, com meus olhos, com meu coração...
Hoje eu enxergo que eu negligenciei todas as pessoas da minha vida por causa de uma única. Ignorei apelos e acenos das pessoas que realmente me amavam e precisavam de mim, em troca de tecer elogios e dispensar atenção exclusiva a quem, para tanto, se fingia de frágil e puro... Mas eu me enganei...
Tenho ganas de rir de mim mesma ao me deparar com a realidade. Eu estava tão envolvida pela idéia de ter alguém que pudesse amar até mesmo a fibra mais negra e mais dura de mim que me deixei iludir até o fim... Fui manipulada por alguém que nada tinha de frágil ou puro e que, bem ao contrario, deleitava-se com as dores alheias, incapaz de sentir empatia, incapaz de ter reciprocidade, incapaz de satisfazer ao outro pelo simples prazer da felicidade alheia.
Como cheguei a esse cumulo, nem eu mesma sei! Logo eu que aprendi ao longo da minha vida que nada há de mais maravilhoso que pôr um sorriso no rosto de alguém, que servir a outra pessoa, pelo simples prazer de vê-la satisfeita... Foi exatamente nesse ponto em que aquela pessoa me apanhou... O meu desejo infinito de fazer felizes aqueles que me rodeiam.
Sinto-me agora como alguém que desperta de um longo sono, de um sonho ilusório... E que ao olhar em redor percebe o estrago que esteve prestes a causar. Aos meus amigos, devo milhões de desculpas... Por nunca lhes ter dado ouvidos – sim! Por que eles me avisavam do perigo que eu corria! -, por não ter dado atenção aos alertas, por ter chorado no ombro deles as dores causadas por outro... Perdão! E mesmo que eu repetisse milhões de vezes, sei que seria insuficiente...
Àquela, devo agradecimentos! De verdade! Por que me fez ver algo que eu ignorava em mim mesma... Minha fragilidade diante de alguém mais forte e – por que não – mais perverso que eu. Agradeço por ter me possibilitado me libertar dessa carecia imensa que me fez, tantas vezes, me atirar em braços que não desejavam me abrigar... Obrigada por ter tirado a venda que cobria os meus olhos e ter me permitido enxergar, através de mascaras de inocência e fragilidade, o egoísmo e a dureza das pessoas...
Não sinto mais como se tivesse perdido uma amizade importante, embora, reste em mim algum sentimento de amor... Por que o amor não tem motivos, é simples, esse sim é puro e é, acima de tudo, incondicional. Mesmo assim, agora, como no principio, permanece unilateral...
Aos meus amados amigos, peço perdão e dou a certeza do meu amor... Infelizmente, a certeza de não mais errar não posso dar, mas irei me esforçar, com a ajuda deles, meus amigos!

Louca!
Sem razão, insana, completamente sem juízo!
Eu tomo quase como um elogio pessoal quando me chamam de louca! A verdade não deveria ofender as pessoas e jamais ofendeu a mim!
Eu sei que sou louca, desequilibrada e insana! E sei exatamente o quanto eu sou maluca!
Não é a toa que um dos meus personagens preferidos dos quadrinhos, desde sempre, foi o Coringa. Confesso que sempre tive uma queda pelos tipos mais insanos... E confesso que há certa perversidade escondida sob tanta insânia.
Agora, eu também sei o quanto é ofensivo para as pessoas normais darem com tipos como eu! É claro que eu sei! E sabem de uma coisa? Não é que eu tenha a intenção de ofender ninguém... Mas eu gosto de chocar as pessoas... Gosto mesmo! Gosto de esfregar na cara das pessoas a minha capacidade de ser feliz e, por conseguinte, mas não intencionalmente, a incapacidade que elas próprias têm em ser felizes!
Podem me criticar! Cansei de draminha! Cansei de choramingo! Cansei de ser a coitadinha! Que graça que tem isso? Fazer as pessoas sentirem pena de você é ridículo! É no mínimo o máximo da incapacidade que um ser humano tem em fazer com que as pessoas simplesmente gostem dele... Pelo menos eu descobri isso... Comigo mesma!
Ah! Sim! Eu era assim! Adorava ser a pobre coitada! A indefesa vitima de um mundo cruel e desalmado... ahahahahahaha. Chega a soar até falso quando eu digo isso hoje em dia. Eu tinha o péssimo hábito de achar que os meus problemas eram os piores e os maiores, eu não sabia rir... Eu achava que eu era a pessoa que mais sofria no universo. Era, definitivamente, uma rebelde sem causa! Chorona e revoltada com o mundo, quando na realidade era eu quem provocava toda a confusão...
Pois bem... Precisei de uma depressão para aprender a sorrir, aprender a rir dos meus problemas e acima de tudo, libertar toda a insânia que faz de mim quem eu sou hoje!
Prazer! Luh Moon, louca e feliz!
Chamam de loucura e em certa parte eu até concordo, mas eu sou só feliz! Por quê?
Ah! Por que é que as pessoas precisam de motivos para tudo? ¬¬
Sou só feliz! Sério! Alguém se pergunta motivos para abrir os olhos todos os dias pela manhã? Acredito que não – até por que muitos de nós sequer sairíamos da cama se fizessem isso! Pois eu faço exatamente o mesmo com a tal felicidade! Primeiro eu sou feliz e depois eu penso...
É claro que aparecem obstáculos! Mas como eu digo, faz tempo que eu ganhei asas e aprendi a voar... E, me perdoem os carrancudos, mas eu gosto da minha loucura! Gosto de alçar meus vôos rumo a lugar nenhum! Eu amo a minha insanidade! Por que é essa loucura, ofensiva e difícil de engolir, que me dá a liberdade imensa de ser quem eu sou: simplesmente feliz!
Eu continuo com a minha rebeldia, mas agora eu tenho plena consciência do que eu reivindico! Pensem o que quiserem de mim... Eu não sou a alienada que pensam! Eu sei o que se passa ao meu redor, eu me preocupo e tenho minha cota de responsabilidades. Eu tenho quase trinta anos!
Mas não pensem, sequer cogitem a possibilidade de que por isso eu vá fazer o mundo de meu carrasco! Faz tempo que dei um basta nisso!
Minha vida sou eu quem faz! Minhas oportunidades e a minha felicidade! E se alguma coisa não vai bem, tenho plena consciência que eu sou a única responsável, se não a única, pelo menos a principal.
Preferem acreditar que eu sou simplesmente insana? Sem problemas! Mas não venham querer posar de ofendidos só por que sou mais louca que vocês!

Voltei rápido desta vez...
Estava aqui pensando... Andaram me questionando por que é que eu escrevi que perdi meu único ídolo. Pois bem! Vamos falar sobre o que eu penso sobre idolatria, fãs e admiração...
Quando eu disse que perdi meu único ídolo, falei a mais pura verdade!
Eu não idolatro seres humanos, eu os admiro. Tenho o nome de um deles tatuado no meu braço sim! Por que o admiro! Admiro o ser humano que ele é com suas fraquezas e seus defeitos. Admiro-o exatamente por ser assim: um ser humano como eu! Atormentado por seus demônios, sofrendo com suas dores, passando noites de insônia... Coisas que qualquer um de nós pode viver.
Eu admiro seres humanos, feitos de carne e osso e não espero deles mais do que são capazes. Espero apenas que ajam como humanos que são. Capazes de cometerem erros e deslizes... Capazes de arrependimento... Capazes de sentirem dor e medo!
Mas este humano que era meu único ídolo ultrapassou todos os limites dos simples seres humanos. Ultrapassou qualquer limite de humanidade que conhecia e que julgava capaz. Ele foi além, superou todas as expectativas que eu teria sobre atitudes humanas... Podem discordar de mim, e eu sei que muita gente discorda, mas esse é o meu sentimento com relação àquela pessoa...
Para mim, o lugar dele não era aqui. Ele não era igual a nós, um mero mortal. Para mim, ele sempre esteve muito além de nossa débil condição humana. Para mim ele sempre pertenceu à categoria dos anjos, dos seres celestiais, superiores... Por isso, por sentir que ele estava muito a minha frente, e de quase todos os humanos, é que eu o idolatrava!
Ouvia suas palavras e tentava depreender delas o mais verdadeiro dos sentidos! Fixava o meu olhar no fundo dos seus olhos castanhos e procurava me inspirar...
Ele me fazia querer ser uma pessoa melhor, a querer mudar o mundo, a acreditar nas pessoas, a crer que as coisas podem ser diferentes... Ele me fez acreditar em um futuro melhor, em um mundo melhor, em pessoas melhores, num “eu” melhor...
E, por tudo isso, e muitas outras sutilezas que ele foi o único ser humano, vivente, de carne e ossos, a quem eu dediquei idolatria, mais que admiração ou fascinação...
Por isso é que ídolos são diferentes de heróis ou pessoas que admiramos...
Eu admiro Alexander James McLean, por motivos bastante particulares, por reconhecer algumas coisas no espírito dele que me soam familiares... Coisas com as quais eu me identifico... Mas isso é uma coisa muito complicada de se explicar. E isso é admiração... Identificação... Mas nunca idolatria!
Eu admiro meu pai! Ele é, de fato, o meu herói! Mas eu reconheço nele o ser humano que ele é... Seus defeitos e suas limitações... É admiração, amor, respeito... Não idolatria.
Então, acho que deu para entenderem mais ou menos como funcionam as coisas nessa minha cabecinha confusa...
Até breve!
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