

Então é isso!
Sinto-me como alguém que acordou do coma após 10 anos! Num corpo estranho, num mundo estranho, onde nada faz muito sentido, onde as pessoas agem estranhamente e onde não consigo me encaixar de modo algum.
Tem sido complicado!
Viver uma fase de redescobertas e novos aprendizados nessa altura da vida é no mínimo desgastante.
Eu não tenho mais tempo suficiente para assimilar o que está mudando, lamentar o que está indo embora e receber o que está chegando. Tem sido tudo muito intenso e assustador.
Não consigo abolir esse habito de pensar na vida - embora, eu realmente não saiba qual é o bem que me faz – e continuo refletindo sobre mim e a minha vida.
Parece que a todo o momento começo uma nova fase... E isso tem sido muito cansativo. Não tenho mais aquele sagrado tempo de sonhar acordada e experimentar as sensações do que estou vivendo... Sabem o que quero dizer? A adolescência descompromissada já acabou pra mim!
Embora eu possa parecer uma adolescente – e até agir e pensar como uma – não sou mais uma! Eu tenho outras preocupações aqui no bolso e outros objetivos. Estou correndo em busca de um tempo perdido... Cerca de dez anos, como eu mencionei anteriormente.
Não sei direito como foi que isso aconteceu!
Eu era uma adolescente, cheia de vida e de confiança, com o futuro brilhando à minha frente e, por algum motivo, que ainda não descobri bem qual foi, eu me acovardei diante da vida, diante dos acontecimentos... Corri e me escondi.
Pois bem! Ninguém descobriu meu esconderijo, ninguém me encontrou ou me resgatou. Não veio nenhuma fada, nenhum príncipe em cavalo branco e, eu fiquei lá, escondida e sozinha por tanto tempo que nem sabia voltar a viver, nem sabia por que tinha me escondido.
Agora que o período de hibernação terminou e que estou de novo com os olhos abertos, eu estou confusa e perdida. Confesso!
A maioria das pessoas me vê como forte, inabalável, capaz de ‘quase’ qualquer coisa. Por quê? O que foi que deu essa idéia a elas? Eu me sinto tão covarde diante de tudo o que é novo e desconhecido, eu me sinto tão sem habilidade...
Algumas pessoas dizem que eu sou mal-humorada, perigosa, assustadora... O que em parte eu tenho que concordar. Sim! Por que eu sei o gênio que eu tenho e, admito, não sou uma pessoa agradável o tempo inteiro. Sou mesmo um tanto mal-humorada, rabugenta.
Mas outro dia ainda, pensando sobre a instabilidade do meu temperamento, descobri que havia pessoas que gostavam muito de mim e que não viam esse lado negativo. Alias, eram bem mais pessoas do que eu imaginava. Daí eu comecei a me perguntar até onde eu realmente sei quem sou eu?
Sempre fui um pouco orgulhosa em me conhecer muito bem e saber o que estava sentindo enquanto a maioria das pessoas fazia uma grande tempestade por coisas menores. Mas... Quem disse que isso é verdade? Quem disse que o que eu acho que sei não é apenas uma farsa muito bem representada?
Eu costumo dizer - e algumas pessoas duvidam - que eu sou uma grande farsa, uma bela mentirosa. Não tomem isso literalmente. Não minto por prazer ou conscientemente. É isso que eu dizia... Em algum lugar, há muitos anos, eu comecei a fingir ser alguém que eu não era... E fui tão bem sucedida nisso que comecei a confundir a mim mesma. Hoje eu não tenho mais certeza do que é real e do que foi inventado, do que são meu sentimentos e o que são as coisas que eu acho que eu devo sentir, por que eu configurei esse personagem pra mim.
E por causa disso, obviamente, não sei o que é que eu estou transmitindo para as pessoas. O quanto os outros vêem de verdade? O quanto eles vêem daquilo que eu criei? Onde é que se separar o meu “eu real” desse personagem que se fundiu a minha personalidade num tempo tão distante que eu sequer consigo me lembrar?
Eu não tenho tempo pra crescer agora... Não tenho tempo para crises de identidade... Não tenho tempo de ser adolescente... Mas tudo o que eu tenho na mão é um punhado de questionamentos e poucas respostas...
Algumas pessoas dirão que o reconhecimento do problema é um grande passo na direção da solução. Eu acredito nisso e é por isso que escrevo... Reflito...
Tudo tem me causado grande espanto ultimamente! Como descobrir que eu não tenho mais certeza sobre as coisas que eu realmente gosto ou quero... Exceto algumas...
Eu sei que gosto de “E o Vento Levou”, é meu filme preferido, meu livro preferido... Eu sei que gosto de doces e gosto de tempo frio e nublado. Isso continua igual, forte e firme aqui dentro. Mas tem outras coisas que ficaram abaladas, como se um terremoto tivesse sacudido as minhas estruturas e tirado muita coisa do lugar...
Até onde é verdade que eu gosto de ser solitária?
Até onde eu sou antissocial e até onde eu fujo das pessoas?
Até onde eu realmente me aceito como sou?
Até onde ainda estou buscando aceitação?
Sinceramente, me sinto um ser partido ao meio... Em que as duas metades são absolutamente opostas.
Sempre me pareceu fácil lidar com essas duas metades de mim que sempre estavam em conflito. Ultimamente, porém, eu não tenho agüentado mais tanta tensão. Estar no meio de um cabo de guerra o tempo inteiro é perturbador!
Eu não tenho mais certeza de nada! Não tenho certeza dos meus sentimentos, do que quero fazer, do que não quero...
Crise de identidade... resumidamente é isso.
Seria muito tranqüilo se eu tivesse 18 anos... Mas eu não tenho muito tempo para pensar nisso...
Tenho medo, sabem... Medo de mudar... Mas não dá pra temer o inevitável não é mesmo?
A resistência é a pior atitude que se pode tomar diante de uma mudança, mesmo que ela não seja bem vinda. Resistir ao inevitável causa todos esses conflitos e problemas... Eu sempre soube disso e sempre fiz isso... Isso faz de mim uma idiota?
Acho que é a hora de parar de resistir e me entregar... Acho que finalmente chegou a minha hora de crescer...

Essa frase não faz o menor sentido para mim, simplesmente por que não sou, nem nunca fui prioridade na vida de ninguém. Eu sempre fui opção, às vezes a segunda freqüentemente a ultima. Sempre fui à última da lista, a que era deixada em segundo plano, a que podia esperar, aquela que ia entender, a última a ser lembrada ou citada. Eu sempre venho depois na vida das pessoas. Sempre foi assim, como se na maior parte do tempo eu fosse transparente ou simplesmente invisível. Às vezes é como se eu não existisse...
Ser ignorada por tanto tempo me fez deixar de perceber quando isso acontece, mas quando são os amigos... Eu ainda noto, eu ainda sinto! Não fiquei insensível, como possa parecer às vezes. Embora esse isolamento todo tenha me ensinado a me fechar, a ser silenciosa, solitária, ás vezes sombria... Que escolha eu tinha? Eu nunca fui a escolha de ninguém, pelo menos nunca a primeira escolha, muito menos a única. Era uma questão de sobrevivência reconstruir meu mundo de um modo em que ficar sozinha não fizesse diferença.
É claro que eu tentei justificar isso... Quando eu era criança costumava desculpar o fato de sempre ser deixada pra trás por ser a única criança num mundo de adultos. Mais tarde, justifiquei meu isolamento pelo fato de ser gorda. Quem ia querer andar com a gordinha? E por usar óculos... Afinal, eu não podia correr e brincar como as outras crianças, não é mesmo? E depois... Bem, a essa altura eu já tinha me transformado numa criatura anti-social por natureza, implicante, rabugenta... Foi a minha vez de começar a afastar as pessoas... Pelo menos eu pensava que era assim. Mas não era, nunca foi. Eu só aprendi a me retirar antes que começasse a doer demais.
Eu sei que tenho um problema com o tal egoísmo. Só não tenho certeza se o problema é a ausência total do tal, amando indiscrimidamente as pessoas e alçando-as a grandes status de importância aleatoriamente ou então, o excesso dele, exigindo que as pessoas se importem comigo tanto quanto me importo com elas. Quem pode saber?
Por algum tempo eu cheguei mesmo a acreditar que as pessoas me deixavam de lado, feito comida rejeitada no canto do prato, apenas por acreditarem que eu era forte e auto-suficiente. Bobagem! Eu não era, não sou... Ninguém é! Mas hoje eu até que me saio bem em fingir que sou, que eu me basto!
Mas o que me assusta é perceber que eu não consigo mais uma justificativa plausível para continuar sendo a última da lista... As mesma pessoas que dizem me amar, não fazem de mim mais que uma opção em suas vidas, talvez uma muito boa, mas não passa disso: uma opção. Acontece o tempo todo! Mesmo quando eu estou conversando animadamente em um grupo, de repente, quando eu olho de novo, o grupo se fechou, estão rindo e eu perdi a piada e fiquei de fora. A partir daí todas as minhas tentativas de reaproximação ficam parecendo demais com tentativas desesperadas de chamar atenção, de implorar para participar... e sempre fracassam miseravelmente.
Parece que absolutamente todos a minha volta tem a incrível capacidade de seguirem com suas vidas sem mim... Infelizmente eu nunca aprendi a fazer isso direito. Eu sigo, mas é sempre como se uma parte irreparável da minha alma tivesse sido amputada.
Pensando bem eu nunca fui prioridade sequer para mim mesma. É alguma coisa que eu não compreendo e que não sei como fazer. Eu sinto esse tipo de amor esquisito, entregue, sem limites e sem contestação... Dizer que é amor irrestrito ou incondicional creio que seja um tanto de arrogância de minha parte, mas, de todos os tipos de amores que eu conheço, esse que aprendi a sentir, me parece muito com esse outro que nomeei. Seja como for, é o único tipo de amor que eu sei... E por ser desse jeito, ele não exige de volta o mesmo tanto! Eu costumo me satisfazer com quaisquer desses amores ordinários que se possa conquistar, qualquer um, exceto amor de ocasião... Sabem como é? Aquele tipo de amor que só aparece quando o outro precisa desesperadamente de você? Esse tipo de amor magoa, machuca... É um amor parcial, fragmentado e, na verdade, nem sei se isso é mesmo amor ou apenas conveniência.
De minha parte, não sei amar de outra maneira. Não consigo! Ou amo tudo, ou não amo nada! E quando eu digo que não amo nada, não estou falando de ódio. Há quem ainda não saiba, mas o contrário de amor não é o ódio e sim o desprezo... Então quando eu não amo nada, sou indiferente... Infelizmente, depois de ser invisível por tanto tempo, aprende-se a ser indiferente quase o tempo todo... quase com todo mundo.
E me assusta, como eu dizia antes, perceber que, mesmo quando eu me atrevo a me importar, me entregar e amar, a pessoas a quem escolho e que parece que me escolhem, o mesmo velho ciclo se cumpre... E eu continuo sendo a opção, a segunda escolha, a última da lista, aquela que pode ser deixada para depois...
Não que eu me importe em ser deixada pra lá... uma vez ou outra... realmente não me importo. E também não me importo de esperar a minha vez... O caso é que quando deixamos algo pra depois, geralmente esquecemos... E é o que tem acontecido comigo, sistematicamente, desde que eu consigo me lembrar: as pessoas se esquecem de mim...
Nunca há ninguém lá para mim... Ou quase nunca, para ser absolutamente justa. O mais frustrante, mais triste, mais dolorido é que eu estou sempre aqui para todo mundo... E não conheço ninguém que se furte de me procurar quando está precisando, nem eu quero que deixem de fazê-lo... Mas eu acho tão ruim que as pessoas só queiram compartilhar comigo suas dores e tristezas... E, além disso, quando são as minhas, são apenas dramas, nada que deva ser levado a sério... Pelo menos é assim para a maioria.
Sinceramente eu não deveria me importar com isso, a essa altura das coisas, pois eu já sou do jeito que sou, graças a todo esse isolamento constante e sistemático. E eu não lamento ter me tornado uma pessoa, até certo ponto, intratável, antissocial, irascível, impaciente, não lamento de nenhum modo a minha vida solitária...
Talvez eu seja apenas paranóica... Ou talvez eu esteja considerando os amigos errados... Quem pode saber?

Essa conversa de fazer 30 anos andou mexendo com a minha cabeça.
Andei me sentindo cansada, da vida sabem? É como se o tempo tivesse encurtado ou estivesse acelerado. Eu não sei... Aliás, essa é a expressão perfeita: eu não sei.
Tenho a impressão de que vim de lugar nenhum e estou indo para lugar algum. Entendem? É como se eu tivesse acordado no meio do deserto e sem memória! Tudo bem, talvez isso não tenha nada a ver com cronologia e idade... Mas, quem sabe?
Sei apenas que estranho tudo ultimamente. Não reconheço as manhãs, nem as horas, nem o ritmo do tempo. Parece que de repente mudaram o cenário, o roteiro, o andamento e se esqueceram de me avisar! Sabem aqueles sonhos estúpidos em que você aparece nu ou de pijama na escola e não sabe o que fazer? Pois é exatamente assim que me sinto... Perdida!
Mas isso foi antes de chegar finalmente a minha terceira década de existência... Não que todas essas sensações estranhas tenham desaparecido como por encanto, não! Mas algumas coisas parecem menos assustadoras agora.
Eu ainda olho para trás, para aqueles que cresceram comigo e não reconheço suas vidas como sendo aquilo que eu deveria estar vivendo também. Foram eles que correram demais ou eu que andei muito devagar? E não são só as coisas práticas do dia-a-dia... Tem a ver também com os pensamentos, as reflexões, os desejos, os sonhos...
Sou acusada de ser idealista demais... Não posso discordar. Alguns dizem que “já tenho idade para parar de sonhar”, disso eu discordo. Não sei quem foi que impôs essas barreiras onde as coisas têm que terminar, mas eu não concordo muito com elas. Há quem diga que, apesar da minha idade, sou uma adolescente ainda... Não tomo como julgamento, nem elogio, nem reprimenda, talvez até seja verdade! O caso é que continuo naquela situação desconfortável em que alguns me consideram madura demais, e outros infantil demais.
Certo! Não sou um exemplo de pessoa centrada, embora seja responsável e até mesmo bastante conservadora em algumas posições e posturas... Mas sei que sou impulsiva, passional, distraída etc. Então, se são essas coisas que distinguem os adultos das crianças, nem eu mesma sei o que sou.
Às vezes tenho que admitir que me sinto um monstrinho... Alguma coisa disforme, meio incompleta. Um pouco torta pra um lado talvez... De fato! Sinto como se eu fosse alguma planta que alguém começou a podar e esqueceu-se de terminar...
Mas agora tenho mais de trinta anos e... Isso não muda coisa nenhuma.
Ainda sou a mesma pessoa, com os mesmo – maus- hábitos... Alias, acho até que fiquei um pouco pior do que antes, visto que revisei algumas posturas pessoais e ainda estou revendo algumas atitudes da minha própria pessoa.
Foram os 30 e vieram os 31 e eu? Continuo a mesma pessoa de sempre... A mesma...
Faltam dois dias...

Eu sempre dei ouvidos ao meu sexto sentido, aquela voz que fica soprando coisas no seu ouvido... Pois é, mas desta vez meu sexto sentido me pôs numa encruzilhada!
Hoje, enquanto arrumava as malas pra viajar, percebi que não sentia coisa alguma, exceto uma angustia inexplicável e uma vontade de largar tudo o que eu estava fazendo! Se alguém me perguntar se estou ansiosa em ir, eu teria duas respostas: conscientemente, é claro que sim! Tenho saudades da minha amiga e quero muito ver o show. Inconscientemente, porém, tem alguma coisa me cutucando, me incomodando e insinuando que eu não devia ir... Como eu faço numa hora dessas?
Passagem aérea comprada, ingresso na mão e, mais importante que isso, minha palavra empenhada a uma amiga... Rara ocasião em que eu não posso obedecer meu sexto sentido de jeito nenhum! Mas essa sensação não passa... De que tem alguma coisa pra acontecer...
Se pelo menos intuição fosse uma coisa mais especifica... Mas a gente nunca sabe o que é! Se é bom ou ruim, se está perto ou longe... De repente não tem nada a ver comigo, ou Nada a ver com a viagem... Como eu vou saber?
O fato agora é que minha mala está quase completamente pronta – e eu descobri que não sei fazer uma mala direito! ¬¬ . É difícil escolher o que levar quando se é como eu. Isto é, alguém que não tem muitas roupas – basicamente calças, bermudas e camisetas! E o medo de passar vergonha? De não ter o que vestir? Ah! Azar é o meu! Metade do meu guarda-roupa nem me serve mais mesmo! XD
Raila puxou minhas orelhas por que só uso tênis – All Star mesmo! Tenho cinco pares! XD Mas é que que larguei as baladas faz tempo e não tenho mesmo vida social... Ah! Eu tenho sapatos! Uns bem bonitos até! Mas meus joelhos não me deixam mais usar salto alto! Ahahahahahahaha
Então cá estou com as indecisões da mala semi-pronta e esse sentimento esquisito que fica fazendo eco aqui dentro. E lá vamos nós...
Em tempo: Tomei uma decisão ontem! Rompi com uma amiga que por algum tempo considerei a pessoa mais importante da minha vida! Bobagem! A pessoa mais importante da minha vida sou eu, oras! E bem, isso não vem ao caso agora. O caso é que tentei de todas as formas manter contato, manter o laço, manter a amizade... Depois passei a bola pra ela, que até tinha dito que se esforçaria mais neste ano! Mas ela só fez se afastar mais e mais... Cansei disso! Não gosto de amigos pela metade, amigos de ocasião, amigos de alguns momentos... Ou é meu amigo o tempo todo, 100% ou não é... Ela não é... Nunca foi! ![]()
Faltam 7 dias...

Pois é! Há mais ou menos 2 anos atrás eu fiz as malas e fui passar 3 dias em SP. O objetivo? Assistir ao show dos Backstreet Boys e nada mais!
Loucuras de fã! Coisa que só se faz uma vez na vida!
Errado!
Eu fiz de novo!
Cá estou eu em contagem regressiva para ir pra Brasília! Mas desta vez o objetivo é duplo! Assistir ao show dos Backstreet Boys e visitar minha amiga!
Viagem solo desta vez, sem as amigas todas que estiveram lá há dois anos. Ah! Sim, elas vão ao show... Outro show, mesmos meninos, outra cidade. Vôo solo desta vez pra mim!
Se alguém me contasse que eu embarcaria outra vez nessa doideira eu não acreditaria! Por que eu faço isso? Bem, talvez porque só se vive uma vez e além de ver um grupo que realmente eu amo, estarei por algum tempo perto de uma amiga que eu realmente amo também. São apenas os motivos do coração!
Dinheiro a gente ganha, tempo a gente arruma... Amor a gente tem que curtir, do jeito que vier, seja aqui ou em Brasília!
Emoções totalmente diferentes desta vez! Em 2009 era a primeira viagem de avião, o primeiro show internacional, o primeiro encontro com muita gente...Uau! E foi vertiginoso, rápido e inesquecível!
Agora, é a primeira vez na casa de uma amiga “virtureal”, a segunda viagem de avião, o segundo show internacional e o primeiro soundcheck! Ah! O SC (soundcheck)... Nada de muito grandioso, apenas um Silver (que é uma graduação do soundcheck dos meninos da rua de trás!). Não tem nada de muito especial! Ver os meninos de perto, foto grupal com o grupo e só! Só?
Ok! O pessoal que comprou Platinum deve estar com problemas pra dormir! Essa versão dá direito a foto individual e passeio pelos bastidores... Ou mesmo quem levou o Gold! Mas convenhamos, pro tamanho do meu bolso, esse Silver aí ta até grandioso demais! Trocando metros de distância por centímetros... Dinheiro bem empregado! Em minha opinião!
E agora, de repente, faltam só sete dias...
Tudo vai chegar feito um turbilhão...
O que vai ser? Como vai ser?
É esperar pra saber...

Uma Nova História
Mais um ciclo chega ao fim! Final de história, fim de enredo. E como todo o final, ele traz consigo a possibilidade de um novo início.
Muitas vezes chegamos cansados às últimas páginas, quase sem coragem para ver o final. A história não foi exatamente como esperávamos. Aquele nó ainda não desatou, aquele romance não emplacou, o plano não se concretizou...
É um fato que não podemos mudar nada no passado! Não dá pra voltar lá e fazer tudo de novo! Impossível corrigir os erros que já passaram ou fazer dar certo o que já acabou. Não dá pra corrigir a história que foi escrita!
Mas finais também reservam surpresas. Um novo livro totalmente em branco, pronto parar ser preenchido com o que quisermos, o que pudermos pensar, criar e realizar.
Está tudo vivo e pulsante em nossas mãos! Os desejos, os planos e os sonhos! Podemos jogar fora tudo o que não deu certo, começar de novo e fazer dar certo.
Além de planejar, fazer gráficos e rascunhos, que tal ser colássemos uns adesivos coloridos? Usássemos canetas perfumadas e com glitter? Podemos decorar a capa da nova historia com fitas e fotografias... E tornar a historia mais leve, mas agradável e mais feliz.
Todos os finais de ano fazem esse mesmo balanço, paramos e pensamos em tudo o que conquistamos e o que não conquistamos... E por algum motivo, sempre parece que ainda não foi o suficiente. E se olhássemos de outro jeito?
No fim, o que fica são as lições que aprendemos, os amores que compartilhamos, os sonhos que sonhamos... E se não deu certo, no fim só descobrimos que ainda temos tempo para tentar de novo e fazer melhor!
E se 2010 não foi tudo aquilo, pra quê chorar?
Aí vem um ano todo novinho pela frente e ele foi feito só pra você!
E você pode começar escolhendo olhar as coisas de outro jeito... Ver o copo meio cheio, quem sabe? Ver o melhor lado das pessoas, dar uma segunda chance para a vida, colocar um sorriso novo no rosto, ver oportunidades nas dificuldades, tirar crescimento e aprendizado dos desafios. Que tal?
Que nesse novo ano todos nós possamos aproveitar o que aprendemos e sermos melhor em tudo o que fizermos! Que sejamos melhores amigos, filhos e pais! Que possamos ser menos egoístas e nos doarmos mais, e assim aprendermos que quanto mais nos damos, mais ganhamos!
Que saibamos valorizar cada pequeno momento e cada pessoa em nossas vidas! Que sejamos capazes de sorrir para os estranhos e cumprimentar os vizinhos. Que possamos ser capaz de nos importar com o bem estar do próximo e sermos seres humanos melhores.
Talvez sejam utopias de final de ano, talvez a vida corrida não nos dê oportunidade para tanto, mas se posso ter um único desejo de ano novo, desejo que todos nós possamos viver em um mundo melhor em 2011!
“... Se você se importa o suficiente com a vida, faça um pequeno espaço, faça um lugar melhor.
Cure o mundo! Torne-o um lugar melhor, para você e para mim e toda a raça humana!”
Luh Moon

Não sou a mãe, nem a irmã
E filha, quase não sou mais
Então quem sou?
Não sou esposa, noiva ou namorada
Não sou professora nem empregada
E estudante? Será que sou?
Não sou essa aqui, nem aquela ali
Não faço o tipo
Não sou da turma
De que grupo eu sou?
Não tenho religião
Não sigo a nação
Não sou a mocinha
E o bandido eu não sou
Poeta? Vilão?
Um tonto peão?
Não sei cantar a canção
Não sei ao certo a direção
Será que estou perdida?
Acho que perdi o trem
Cheguei depois da partida
Não ouvi a citação
Perdi a apresentação
Não me lembro da diretriz
Fiquei em meio às feras
Na penumbra
Por um triz...
Certeza só tenho uma
Mesmo sem saber quem sou
Ao certo sou alguém feliz!

Acordei sem saber quem era
Não me reconheci, me estranhei
Não sabia o que via
Desconheci a imagem no espelho
Quem era aquela?
O que era aquilo?
Aquilo era real? Vivia?
Respirava e se movia
Mas vivia? Será que vivia?
Quis dormir e voltar a mim
Mas o sono não vinha
E eu permaneci não sendo
Ou sendo quem não era
E o que era?
Eu não sabia
Sabia que acordara assim
E fosse o que fosse
Aquilo era eu
Eu era aquilo
Aceitei sem choro
E de tão estranho
Deixei ser por ser
Mas juro que até agora
Ainda não sei o que sou...

Fechei a janela
Aprisionei parte do céu
Dentro do meu quarto
Aquele azul gelatinoso
Seguiu flutuando
Azul, mole, liquefeito
Demorou-se alto
Depois caiu
Despencou sobre mim
Azul e pegajoso
Cobrindo-me toda
Muito azul, todo azul
Caiu junto do solo
E foi se desfazendo
Assim meio gasoso
Azul claro
Muito clarinho
Quase transparente
E sumiu!
Mas para não me desmentir
Olhe ali!
Ficaram nas paredes
As marcas das nuvens!
(de um sonho que tive)

Rir me dói o rosto
Não é da minha natureza
Obriga a vestir mascara
Uma farsa mentirosa
Rir tem um quê de suavidade
Que não comporta minha rudez
Meu rosto é duro
É de franzir sobrolho
Rir não me pertence
Estica os lábios
Distende os músculos
Desfaz a tensão
Rir faz doer
Meus lábios são tesos
Meus músculos tensos
É assim que são
E assim devem permanecer
Rir me dói o rosto
Mente quem sou
Disfarça o meu eu
O riso
Simplesmente
Não me pertence!

Por que será que eu não consigo isso de ser como todas as outras pessoas? Perseguir as mesmas ambições e desejos... Ter os mesmos sentimentos e anseios, como qualquer ser vivendo do Século XXI? Não raro me apanho no mesmo questionamento... Seria bem mais simples viver –sobreviver- se assim fosse. Mas, não sei por que motivos, eu não sou assim.
Nascida no meio da geração Y, em uma sociedade baseada e sustentada pelo consumo, eu estou longe de ser uma típica jovem-adulta do meu tempo. Com outros interesses, outras prioridades e outro conjunto de valores eu me pareço muito mais com meus avôs, ou, vá lá, um hibrido entre a geração de meus pais e de meus avôs.
Desde criança eu percebi que havia qualquer coisa de distante entre o que se esperava de mim e as coisas que se passavam no meu espírito. Nem as brincadeiras das outras crianças me atraíam, nem seus assuntos, nem nada... Não foi diferente na adolescência e não é diferente agora.
Confesso que eu persegui por muito tempo o modelo típico: ser, sentir e agir igual a todo mundo. Gostar das mesmas coisas, ir aos mesmos lugares, ter os mesmos interesses... Nunca funcionou. Eu sempre me sentia deslocada quando me forçava a estar em um lugar onde eu realmente não queria estar ou quando me esforçava a falar sobre alguma coisa que não me tocava de nenhum modo.
Volta e meia eu ouço o discurso de que eu vivo em uma sociedade que possui determinados costumes e que eu devo segui-los, por que eu sou membro dessa sociedade. Que eu devo seguir o mesmo ritmo e rituais por que é assim que deve ser. Mas eu cheguei a conclusão que não consigo...
É lamentável para mim. Embora as pessoas ajam como se fossem elas as prejudicadas por meu comportamento discordante e meus pensamentos não ortodoxos, quem mais sofre nessa história sou apenas eu. É extenuante ter que se reprogramar constantemente para seguir um comportamento pré-determinado, condizente com a minha idade, minha posição social, meu círculo de amigos, minha condição cultural... É extremamente desgastante ter que desenvolver alternativas aceitáveis para meu comportamento natural... Acima de tudo é perturbador e doloroso ser obrigada a fingir, mentir e calar quase que em tempo integral, à pena de sofrer coerções apenas por ser diferente.
Especialmente para mim... Dentre as coisas particulares do meu conjunto de valores e do meu código de conduta está a aversão natural pela mentira. Não que eu julgue quem a pratica, apenas não consigo conviver com essa prática. Mentir pra mim é doloroso simplesmente por que eu não acredito na sua necessidade e sequer a entendo. Faz parte de outro dos meus valores: fazer o certo pelo certo, não pelo receio de ser punido.
Eu nem me sinto vítima, nem me sinto culpada... Só não sei mais como eu devo me comportar. É uma confusão só! Há ocasiões em que eu simplesmente não sei o que fazer, o que falar e nem mesmo o que pensar. Fico presa entre a minha consciência e aquilo que me é permitido. Desconfortável é o mínimo que posso dizer de como me sinto.
Há muito tempo minhas limitações sociais ultrapassaram o limite da aparência. Desde que eu percebi que os limites e barreiras invadiam a intimidade dos meus pensamentos e do meu sentir eu não soube mais como reagir a isso. Não consigo reagir, não consigo conviver... E me pergunto: o que fazer?
Adaptação deixou de ser uma opção há muito tempo. Cada tentativa que fiz em me adaptar fracassou miseravelmente e terminou em crises de identidade dolorosas. Toda a vez que eu tentava fazer parte do todo eu nem era igual a todos, nem era eu mesma. E quem era eu afinal? Perder a identidade é alguma coisa de assustador...
Agora o meu dilema é bem outro. Sabendo quem eu sou e quem eu não consigo ser, fica a questão: Como? Como manter a identidade da pessoa que eu sou, sem violentar minha consciência e intimidade com mentiras e fingimento?
Tudo o que sei é que estou cansada. Cansada demais de me debater entre quem eu sou e quem eu deveria ser... Por que eu simplesmente não sou igual a todo mundo? Seria muito mais fácil... Mais fácil para todos.

E se todas as flores perecessem?
E se o sol escurecesse?
Seriam em vão os suspiros?
E os beijos dos amantes?
E se no horizonte nada houvesse?
Sem o balanço da brisa
E sem os sabores do vento?
E se os balidos infantis calassem?
E se do céu as nuvens caíssem?
As estrelas se apagariam?
A lua escureceria sua luz?
E se a noite fosse treva?
E se as trevas não cessassem?
E se a vida fosse eterna?
E se a Senhora nunca chegasse?...

Um inocente retirado de sua paz e descanso.
Perdido num mundo estranho e hostil.
Doente, triste, fraco.
Incapaz de lutar, incapaz de resistir, imóvel.
A tortura lhe arranca a alma da carne
E o juízo da mente...
Resta-lhe dor e tormento.
Nas noites insones de pesadelos
Crescem sombras assassínias
E os temores acudem ao espírito indefeso.
Os olhos embaçados e confusos de lágrimas
Não vêem nada além de escuridão
E o coração enregelado e transpassado de agonia
Quase não pulsa no peito frio e vazio
Está vivo! E aí esta seu castigo!
Não pode escapar a sua condenação
Se ser pessoa humana
De andar entre os homens
De conduzir sua vida como um deles.
Não pode fugir a sua sina
de respirar e ver e estar e ser.
Quisera apenas puder dormir
Em lençóis de negro cetim
E fechar os olhos...
Quisera poder morrer,
Apenas deixar de ser...

Ando sem tempo até para respirar, sorte minha que esse ato não depende da minha atenção, ele acontece naturalmente. Infelizmente quase todo o resto depende de mim e demanda tempo.
E tudo começa assim: acordar, 5h30min, pular da cama, escovar os dentes e tomar café! O café! O que antes era costume se transformou em necessidade! Às vezes não dá vontade de comer o pão ou o biscoito... Às vezes não dá tempo... E eu tomo outro café! Trocar de roupa, arrumar o material e sair de casa... Sair de casa!
Para mim a parte mais complicada! Endireitar a coluna, erguer a cabeça, cruzar a porta da frente e girar a chave. Deixar para trás o meu mundo e partir para o mundo lá fora...
Rua, ônibus, faculdade. Sala de aula. Aula, caderno, professor. Anotações, notas, atenção. Pessoas, vozes, risos. E logo o processo inverso: outro ônibus, de volta para casa.
Em casa, sem tempo, mais café, um banho, almoço. E começa tudo outra vez... De volta para a rua, mais um ônibus, o trabalho.
Outras pessoas, rotina. Às vezes bom e outras nem tanto. Minutos, horas, café, e o dia passa.
Vem a volta para casa, de volta ao meu mundo. Mais um café, quem sabe dois... É tarde, sem tempo... Trocar de roupa, talvez jantar. Não há tempo para mandar os emails, responder os recados, fazer as pesquisas e as tarefas...
Amanhã, quem sabe, se houver tempo...

Eu já comentei aqui que a minha vida é tal qual um ciclone maluco, que não para de girar e que, de vez em quando, sem aviso, simplesmente muda de rota, de direção e inverte a rotação me enlouquecendo e destroçando tudo no caminho... Pois é, nada mudou.
Nos últimos três meses eu enfrentei uma crise de depressão/pânico, uma demissão, as loucuras da faculdade, desemprego, mais crises de pânico e agora a morte de um dos meus gatos...
Danem-se aqueles que vão rir e dizer que é apenas um animal, pra mim não é assim que as coisas funcionam e eu não vou me justificar nem aqui e nem agora!
O fato é que minha vida deu mais um de seus giros enlouquecidos e me atirou neste canto onde eu estou agora. Não tenho muitas perspectivas, confesso, por que o terreno ainda é desconhecido e eu ainda tenho receio de ir metendo meus pés por aí!
E faz um ano que muita coisa aconteceu na minha vida... Passei no vestibular, consegui um emprego, fui promovida, fiz minha primeira viajem de avião, vi o show que desejava havia anos, encontrei amores muito especiais, fui demitida, veio um novo emprego, uma nova demissão...
Mas hoje, apesar de todas as contrariedades e dissabores é um dia diferente, especial, mágico! Há um ano uma coisa incrível aconteceu na minha vida!
Mais ou menos há essa hora, ano passado, eu estava em São Paulo, sufocando, suando, chorando... Mas ao meu lado estava uma garota muito especial, uma amiga, antes virtual, uma irmã que papai do céu me deu.
05 de março de 2009 foi um dia intenso. Cerca de 10 horas de fila, um sol abrasador, um show esperado por mais de 10 anos... Mas, acima de tudo, o encontro com pessoas muito especiais, duas delas, mais que especiais.
Eu não sei como explicar ou expressar isso... Mas eu me lembro de cada detalhe! Cada expressão no rosto da Raila, cada sorriso que ela dava, cada expressão de carinho e surpresa quando me olhava... Lembro-me bem daqueles olhos pequenos que brilhavam mais que pedras preciosas... Eu lembro bem do abraço, do calor do abraço, da preocupação comigo (por causa do sol XD), lembro do som da voz dela, do som da risada, lembro das suas lágrimas, lembro do seu cheiro...
E lembro-me da Mirela... Do abraço, do sorriso, do sotaque gostoso, das risadas, da menina zangada brigando na fila... Lembro daquele olhar carinhoso sobre mim, lembro da textura da sua pele, do cheiro do seu cabelo, da sua agitação, do seu cansaço...
E realmente não tenho como explicar o que aconteceu naquele dia mágico. O dia em que eu encontrei duas pessoas que eu conhecia tão bem, mas que nunca tinha abraçado... Não sei contar aqui o que significou aquele abraço, a sensação de estar completa... Eu podia dizer que meu coração explodiu em milhares de pontinhos coloridos e brilhantes e se espalhou em torno de nós... Ou podia dizer que a confusão entre o riso e as lágrimas era a coisa mais incrível de se sentir naquele momento... Eu podia dizer que tê-las ali ao meu lado era como reencontrar velhas companheiras apenas distantes há algum tempo... Há tanto para dizer sobre aquele 05 de março... Mas nada é capaz de expressar a alegria e o amor que eu senti!
Então eu resolvi contar um pouco disso aqui e agradecer...
Agradecer a Deus por minha vida maluca e inconstante que me possibilita viver esses momentos mágicos!
Agradecer por ter visto de perto um grupo que, na minha vida, tem uma importância sobrenatural - e algum dia eu contarei mais sobre isso.
Mas acima de tudo, agradecer àquelas duas pessoas maravilhosas por me darem o prazer e privilegio de tê-las ao meu lado e podê-las chamar de amigas, de verdade.
Obrigada!![]()
| ♫ Eu |
| O Blog |
| ♫Virtual |
| ♫Outras mentes |
| ♫Memories |
| Música |
| Contador |
| Créditos |